Ocasionalmente, deparo-me com a necessidade de uma mudança. Nossa, que coisa chata, que enfadonho, que preguiça... daí, lembro-me que ela realmente é necessária. A casa onde estou está em ruínas, e escolhi não me arruinar com ela. "Mas mudar é tão difícil, sempre tem aquela trabalheira toda, objetos que são perdidos, além do apego..." a gente se apega tanto ao nosso lar, né? Mas nos esquecemos que somos seres em constantes mutações a procura de uma não-necessidade de mudar, mas inevitavelmente mudamos. E o que está ao nosso redor também muda. Fulano muda, sicrana muda... precisamos disso. Lá vem a pior parte: para mudar, é preciso desapegar (aquela velha frase clichêsíssima). Seria fácil se fosse simples. Não é. Mas tem que ser assim. Digo isso porque em muitas relações nós nos apegamos, criamos laços e acabamos por nos acomodar- mesmo que o relacionamento não esteja fazendo bem. Daí, a possibilidade de mudar requer atitudes drásticas, renúncias, sofrimentos, desolações, gritarias, poeiras... caramba! Outro dia ouvi de um certo cara que "é preciso desistir para persistir". Corretíssimo. A gente aprende isso na marra. Se o nosso presente não está emocionando, nem causando nenhuma emoção, definitivamente estamos no presente errado. Portanto, é preciso mudar, sim, para uma casa melhor, ou talvez nem tão radical assim, Mude a posição dos móveis! Contanto que mude. É isso. Muda. E não se emudeça.
~Emanuel Sá