Certa vez li uma frase que dizia: ''O novo, por ser novo, assusta aos mais enraizados". Concordo, mas em partes. As vezes optamos por escolher barreiras que nos favoreçam e nos protejam dos novos acontecimentos afora, mas isso é apenas quando estes acontecimentos são absurdamente sem fundamentos. Ainda me recordo do tempo em que rock de verdade era vivido na essência, e tinha seus seguidores fiéis e imoldáveis, pois eram pessoas bem resolvidas na vida, pelo menos na questão de estilo. Até que um dia surgiram bandas com abreviaturas de cinema ou de botões de playstation (prefiro não citar nomes), com trajes coloridos e avacalhando a palavra amor, que para eles mais parece um bom dia(aliás, esse é um ótimo assunto a ser tratado em outro artigo). Essa novidade atraíu muitos discípulos, legiões de fãs loucamente apaixonados que fariam de tudo por apenas um toque nas suas ''lindas'' calças hipermegacoloridonhas. Tudo bem, gosto não se discute, mas daí a sujar o nome da verdadeira essência do rock, é muita sacanagem. E isso realmente assustou os enraizados, ou seja, aqueles em que a felicidade era o preto e branco, bracelete de couro e jaquetas ultramegadescoladas. Mas nem sempre novidades assustam. Por isso defendo minha tese: assusta apenas aos que possuem essência firme, aos que tem uma posição forte em relação à algum determinado assunto. E quando falo "assustar'', não me referiro apenas ao arregalamento dos olhos, mas sim ao desconforto, às revoluções contra esses tão tenebrosos fatos. E as músicas balacubacas da vida, porque agradam tanto, se não possuem sequer uma letra coerente? Perceba que a maioria delas difamam e rebaixam a raça feminina, mas a grande maioria das mulheres amam dançar ao som de um ''balança o rabinho, cachorra'' ou ''ela vai de saia, de bicicletinha''...Poucas são as mulheres que condenam esse tipo de música, e sofrem as consequências da generalização por conta do público masculino. Claro que não podemos impedir que novos acontecimentos surjam, mas nem sempre somos obrigados a nos aderir à eles. Temos liberdade de expressão, e fazemos o que queremos, mas a honra ainda é um bem precioso que devemos sempre cultivar para não perde-la.